© Jorge das Neves

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Seni Awa Camara

Sem título, 2017
Terracota
Coleção Jesús Ahedo (Kalao Panafrican Creations)

Filhos de mãe ceramista, diz-se que, enquanto crianças, Seni Awa Camara e os seus dois irmãos gémeos foram enviados para a floresta durante duas semanas para um ritual de iniciação, durante o qual os espíritos dos deuses os ensinariam a trabalhar o barro. Talvez esta iniciação, esta mão divina, tenha feito com que as obras que Seni criaria a partir desse momento fossem de outra natureza. Cedo, deixou de se interessar por criar cerâmicas de cariz utilitário e começou a esculpir figuras que se constituem como repositórios de histórias pessoais e culturais. Seres fantásticos que evocam uma dimensão de maternidade, de família, bem como de sexualidade, cujas formas lhe são reveladas em sonhos pelos espíritos.
Estas esculturas contam também mitos e histórias ancestrais, humanas e animais. Constituem-se como lugares de fala das vozes que foram, e continuam a ser, silenciadas.